Durante os jogos na Vila Belmiro ou no Canindé, é notável a diversidade de camisas, bonés, chapéus e bandeiras disponíveis a preços acessíveis. No entanto, o Santos não tem se beneficiado dessa atividade, ao contrário dos ambulantes informais, que lucraram com essa demanda. Isso ocorre porque o clube se afastou da realidade dos torcedores. Enquanto alguns estão dispostos a pagar o valor integral por uma camisa oficial, há outros que só podem investir uma quantia menor, por volta de 30 reais.
Atualmente, o mercado informal aproveita a inércia do clube para monopolizar o segmento de consumo das classes C, D e E. A questão central é: como podemos abordar essa problemática?
Primeiramente, é essencial fazer valer a LEI GERAL DA VILA BELMIRO, uma iniciativa da qual sou autor, em colaboração com o Vereador Ademir Quintino. Esta lei concede ao Santos a exclusividade para comercializar produtos com ambulantes em um raio de 5 km da Vila Belmiro nos dias de jogos.
Além disso, podemos seguir o exemplo do Fortaleza, que lançou uma linha de produtos populares, concorrendo diretamente com os produtos falsificados em termos de preço. A estratégia é cadastrar os mesmos ambulantes que antes vendiam produtos piratas, agora para vender os produtos oficiais do Santos.
Ao adotar essa legislação e promover essa nova abordagem de vendas, o Santos terá a capacidade de restringir a comercialização de produtos piratas em dias de jogos, ao mesmo tempo em que gera uma nova fonte de receita. Além disso, o cadastro desses ambulantes com os novos produtos populares permitirá ao clube ampliar sua presença em outros cenários e momentos, como nas praias da baixada e até mesmo durante jogos como visitante, atendendo sua torcida onde quer que ela esteja. É uma estratégia inovadora e inclusiva para atender aos diversos perfis de torcedores e promover uma maior aproximação entre o clube e sua base fiel.

